quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lembro que eu tinha dito que quando tu era ausência eu me tornava sobras, mas sabe que nesses últimos dias andei reparando que me sobram coisas boas? Perdemos, perdemos muito, mas cheguei à conclusão que não tenho o direito de me menosprezar dizendo que quem perdeu mais fui eu. Isso não é verdade. O que eu mais queria era que as coisas mudassem e isso finalmente aconteceu, mudaram pra mim e mudaram pra melhor. E de bom grado, sem ironias, sem falsos votos, quero que mudem pra ti também, coisas boas, vida linda. Um dia tu vai entender que isso que tu sente pode ser tudo, menos o que tu pensa que é. Guarde uma lembrança boa de mim, pois é o que eu vou guardar de ti. Lembranças.
Nós não vamos saber como essa história termina, porque tu teve medo de começar ela. Lembre-se, o medo foi todo teu. Mas tudo bem, talvez um dia tu aprenda a não ter medo de tentar.
E eu? Eu... Sinto muito, por não sentir mais nada.
Larissa Miranda

quinta-feira, 26 de maio de 2011



Parei de me importar. Comecei a me valorizar. E não é o amor por outro alguém que me dispõe essa felicidade. É o amor e respeito, comigo mesma! Agora esse é meu lema: me amar, antes de procurar amar alguém!
Ele me ligava todos os dias... Pela manhã me acordava com aquela voz macia me desejando um bom dia, após o almoço para ver se eu tinha me alimentado bem, à tarde para ter certeza que eu não havia morrido de tédio naqueles meus dias sem fazer nada, e a noite para me desejar bons sonhos. Mais do que falar ao telefone quando não estávamos perto um do outro, trocávamos mensagens o dia todinho, como se sempre tivéssemos algum assunto pendente, como se sempre faltasse falar alguma coisa, e talvez, realmente tenha faltado, a mim ou a você... Acho que foi falta. Eu tentei apagar as memórias, tentei dar um jeito em todas as lembranças, rasgar as cartas, apagar as fotos, as mensagens... Pena que não tenho como te arrancar do meu coração. Talvez eu tenha sido o que você esperava. Talvez não... E vice-versa.

Meu telefone nunca mais tocou.

Larissa Miranda


Acho engraçado que todas as vezes que eu tento te “apagar de mim”, quando estou quase lá, alguma coisa te faz retornar. Tornando minhas tentativas e meu esforço praticamente inúteis. Não me surpreende que isso aconteça, pelo menos não mais. Foram tantas saudações simpáticas e despedidas dolorosas para resultar nisso. Infinitas suposições do que poderia ter sido, do que ainda nem foi, passado, presente e futuro andando lado a lado, sem vestígios de fatos concretos. Nem mesmo sentimentos verdadeiramente existentes, nem mesmo isso que seria a base, não seria? Ou estou muito enganada ou o amor não nasce do nada e também não é do nada que ele morre. E confesso meio aos trancos que aguardo o teu retorno, principalmente nos meus dias quietinhos, aguardo saudosamente, numa desesperança enorme, mas aguardo e sei que não deveria. Mas eu vou aguardar, até o dia que tu decidires não mais retornar.

Já sei, o problema todo está nas expectativas que nós criamos.

Larissa Miranda




Como se nada mais bastasse, você estava lá. Aquele baque à primeira vista, como amor, também à primeira vista, baques inesperados. Tal destino louco. Aproximação, contato, palavras jogadas fora, tão à toa, tanta enganação da minha parte, da tua parte. Tantas mentiras pra mim mesma, com o meu eu interior tão seguro de si mesmo, fortemente abalado por um cara que era pra ser só “mais um cara”, e não foi. Pareceu tão fácil fazer de conta que o teu cheiro não parecia acido entrando pelas minhas narinas, tão doce e... Tão teu. Pareceu tão fácil fazer de conta que teu toque não era tão macio quanto eu já estava acostumada. Pareceu tão fácil trocar uma, duas ou dez palavras e sorrir como se eu não estivesse chorando, internamente. E pareceu TÃO fácil te ver ir, te ver ir pensando que eu já te esqueci e que tudo está superado da minha parte, que todas as minhas palavras passadas não fazem mais nenhum sentido, que eu não te adoro mais e que tu não me balanças por dentro, pareceu tão fácil não ser eu, ali. Parecia tão fácil, conjugando o verbo no passado.

Era tão fácil, até eu não ter que fingir pra mais ninguém ter a força que eu não tenho.


Larissa Miranda
Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.